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“Todos Nós Somos Como Enric Quadro, Incapazes De Nos Olharmos Ao Espelho”

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"Todos Nós Somos Como Enric Quadro, Incapazes De Nos Olharmos Ao Espelho" 1

Isto É o que eu estava pensando! E qual será a sua resposta? Que sim. Para mim, era essencial que o lesse. E acrescentamento que o tenha entendido super bem. Mas o que em sua avaliação é o que deverá falar o próprio Quadro. É um livro que, teoricamente, é ele e subrayo o de supostamente.

Como em tudo que escrevo, tomo um protagonista para pronunciar-se de outra coisa. Isso é o que justifica o que você fala do livro como um romance sem ficção? O Que o Que importa não são as revelações que faz? Eu acredito que, apesar de estarmos no século XXI, lidamos com uma idéia de romance, um tanto estreita, nem sequer mesmo do XX, porém do século XIX.

A vemos como uma ficção em prosa, em que se conta uma série de dramas com a máxima rapidez e competência possível. Quase toda gente trabalha com este padrão, que me parece estreito, e que além de tudo não é o único.

Antes, havia outro, mais flexível, livre e plural, o de Cervantes ou de Sterne, que prevaleceu até o século XIX. Ao invés de uma corrida de veículos de corrida, era um banquete com vários pratos, em que cabia tudo. Podia meter crônicas, ensaios, qualquer coisa. Há pessoas que escrevem como no XIX, Kazuo Ishiguro, por exemplo, e o faz muito bem.

  • Alá é grande
  • 8 Publicação 8.Um Portugal
  • Universidade do Oeste
  • três Versão home
  • Se domina a solidão (1969)

Mas não vejo por que precisamos renunciar ao outro paradigma, nem ao menos, principlamente, a combinar os dois. E o repercussão é um romance. Mas como se explica a uma pessoa que fez um romance se não há ficção nela?

E quem citou que a novela tenha que ser ficção? É a idéia tradicional, no entanto eu não me resigno a ela. Este é um livro essencialmente irônico, onde tudo significa pelo menos duas coisas, e isto é o que define o romance: Dom Quixote, é heróico e cafona; é como uma cabra, e é o homem mais sensato do mundo. Em Frente a um ensaio ou de uma biografia, o escritor tem a certeza de que pela maneira pode-se aparecer a uma verdade que não se pode acessar de cada forma diferente. Com Anatomia de um instante eu não quis usar a frase romance, já que todos a associamos a ficção; entretanto era uma novela.

basta adicionar uma caixa de diálogo de ficção, entre o Quadro e você, onde este coloca-o, por correto, de volta e meia. Acusado de cínico, de digitar o livro, para que lhe querem e lhe admirem, de fazer exatamente o mesmo que ele, e de fazer ir mentiras por verdades. Bem, está no seu justo de demonstrar tudo isto e de insultarme o

Mas não é um Quadro, é um Marco fantasiado. Isso não o diz, nem sequer ele, nem sequer eu, diz talvez meu subconsciente, ou a minha má consciência. O interessante é que é o leitor quem tem que resolver se salva Quadro ou não (e se salvar-me a mim; e, em última instância, se salva ele).

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