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Investidura De Pedro Sánchez: Tradições

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Investidura De Pedro Sánchez: Tradições 1

O discurso de investidura de Pedro Sánchez parecia destinado a orillar cada alusão substancial pra um possível Governo de coalizão com a Unidas Podemos. Cabe-Nos trabalhar pra concretizar um acordo e retirar tudo aquilo que nos une”. Tradições diferentes, dessa forma.

Este matiz que introduz Sánchez vale seu peso em ouro. Certamente, o muro de Berlim caiu há 30 anos, contudo as tradições e culturas políticas não se evaporam de um dia pro outro. O apagão que ocorreu pela URSS e nos partidos comunistas e movimentos sociais afins não reprimiu o impulso de esquerda radical. Da diáspora pós-comunista continuou dando curso ao seu projeto de transformação social, a partir de algumas disputas políticas e culturais.

As quais, porém, deixavam intactos os diagnósticos negativos a respeito do Ocidente, a liberal-democracia, o pluralismo, a economia de mercado ou da OTAN. Não é trabalhoso, por isso, continuar essa história no panorama político português pra perceber a origem de algumas das idéias que deram substância ao raciocínio político da gente Podemos. Um Governo de coligação entre o partido socialista e Unidas Podemos implica, do ponto de visão histórico-político, o encerramento de um mundo dominado pela prática política da Guerra fria.

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Mas não é menos direito que abriria a porta para um ciclo novo e incerto de colaboração entre dois partidos que pertencem a tradições de esquerda, que não são diferentes, contudo antagônicos. O PSOE é um dos artífices da Transição, no tempo em que Podemos brilhou por tua oposição ao sistema que encarna os valores básicos da Transição.

E este era o papel que representava o primeiro Pedro Sánchez, para que o adversário político do PSOE não era só pra direita, mas assim como o populismo representado por Igrejas e Errejón. É aí que está a hemeroteca. Nas democracias multipartidárias as coalizões de governo se formam pela base acordos programáticos. Deste modo é o primeiro interesse de saber o que fará o PSOE pra harmonizar a sua localização de partido de Estado com os diagnósticos Unidas Podemos a respeito da política externa, da segurança, da coroa ou da planta territorial do Estado. Porque Paulo Igrejas é clara e vai reiterar-se sempre que crucial, para Sánchez: Pedro, fale algo de esquerda!

Mas a introdução dessas idéias de maneira mais resistente e abrangente em que as elites empresariais ligadas principalmente à SFF e a do CPC, é um fenômeno que começa a ocorrer há pouco tempo, pela década de 80. Ou melhor, 7 anos depois da queda do regime de Unidade Popular. O discurso neo-liberal alcança um estatuto robusto entre os grupos empresariais após a crise dos anos oitenta, quando os sucessos econômicos (desenvolvimento sobre o 7%) começam a colocar a nação numa posição expectante no concerto internacional.

O que se vai configurando uma identidade cultural robusto, que é apto de permear a aproximadamente todo o espectro empresarial. Acima de tudo, pelo motivo de lhe dava o que aproximadamente nunca tinha se verificado no século XX no Chile: um território central e conhecido pela história nacional.

Assim, a proposta neoliberal não apenas deveria ser considerada como um tipo de funcionamento econômico, todavia também como a construção de uma nova ordem social, cujos portadores seriam eles. Um ordenamento que não tinha como protagonistas, como antes, a atores coletivos ou movimentos, todavia a indivíduos competentes, capazes de diferenciar-se na promoção individual e onde o lucro tornou-se um reconhecimento e não um estigma. Nossa hipótese é que é esse fator cultural que instala o neoliberalismo no Chile, o que gera um poderoso novo sentido de identidade no empresariado.

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